Clésio Andrade: Uol

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Clipping - UOL | 11/06/2013 - Atualizada em: terça-feira, 18 de outubro de 2016 7:17

A presidente Dilma Rousseff seria reeleita no primeiro turno para a Presidência da República caso as eleições de 2014 fossem hoje, segundo pesquisa divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e feita pelo instituto MDA nesta terça-feira (11).

Nos dois cenários analisados pelos pesquisadores, a presidente teria mais de 50% das intenções de voto.

No primeiro cenário avaliado, a presidente teria 52,8% das intenções de voto, contra 17% do senador Aécio Neves (PSDB-MG); 12,5% da ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e 3,7% do governador Eduardo Campos (PSB-PE).

Na segunda simulação, em que figuram apenas Marina e Aécio, Dilma lidera, com 54,2% das repostas dos entrevistados, ante 18% de Aécio e 13,3% de Marina. Os entrevistados que votam em branco somam 8,6% e os que não sabem ou não responderam totalizaram 5,9%.

Segundo
a CNT, a pesquisa não contemplou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque ele já declarou que não sairá como candidato.

Apesar dos números favoráveis à atual presidente, 73,1% dos entrevistados afirmaram que ainda não possuem candidato para a eleição de 2014. Apenas 17,4% deles sabem em quem votar no próximo pleito, enquanto 2% votariam branco ou nulo e 7,5% não sabem ou não responderam.

"A presidente ganharia em todos os cenários em primeiro turno. Mas se aproxima muito de um segundo turno à medida que eles [demais candidatos] passam a ser mais conhecidos. Eles vão crescendo nas intenções de voto, disse Clésio Andrade, presidente da CNT, em entrevista após a divulgação dos dados.

A pesquisa também considerou uma situação em que opinaram apenas os entrevistados que conhecem os prováveis candidatos -- 755 num universo de 2.010 pessoas. Nessa situação, Dilma teria com 44,1%, Aécio 22,8%, Marina 14,2% e Eduardo Campos 5,8%, o que levaria a disputa para o segundo turno. Ainda nesta simulação, brancos e nulos somariam 8,9% e 4,2% dos entrevistados não responderam ou não sabiam.

Sobre o grau de conhecimento dos candidatos, a CNT/MDA verificou que Dilma foi reconhecida por 99,5% dos entrevistados, seguida por Marina Silva (75,6%), Aécio Neves (72,6%) e Eduardo Campos (45%).

Quando questionados sobre qual partido político gostariam de ver na Presidência da República, 23,1% dos entrevistados apontaram o PT, legenda da presidente, enquanto 5,1% escolheram o PSDB, o maior partido de oposição ao governo federal, cujo presidente é o senador Aécio Neves.

O PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer e maior sigla da base aliada, recebeu apoio de 2,5% dos entrevistados, seguido pelo PSB, do governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos, com 0,7%. Outros 41,7% não sabiam ou não escolheram e 24% não apontaram nenhum partido.


Aprovação pessoal e do governo

A 113ª Pesquisa CNT/MDA também  avaliou os índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff. A presidente é aprovada por 73,7% dos entrevistados, e seu governo, por 54,2%. Na última pesquisa, de julho de 2012, Dilma teve aprovação pessoal de 75,7% e aprovação de seu governo foi de 56,6%. A queda na aprovação pessoal de Dilma está dentro da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais.

A
redução da aprovação da mandatária foi noticiada no domingo por pesquisa do instituto Datafolha. No entanto, como a periodicidade da pesquisa da CNT é diferente, não foi possível detectar a tendência de queda mostrada pelo Datafolha.

F
oram entrevistadas 2.010 pessoas em 134 municípios de 20 Estados entre os dias 1º e 5 de junho deste ano. Esta é a segunda pesquisa da CNT em parceria com o instituto MDA -- os levantamentos anteriores foram feitos com os institutos Vox Populi (1º ao 28º) e com o Sensus (29ª a 111ª).

A pesquisa não tem periodicidade definida -- o último levantamento, feito entre os dias 18 e 26 de julho de 2012, foi divulgado em agosto de 2012.

Pessimismo

A pesquisa registrou um maior pessimismo dos brasileiros com relação às expectativas para os próximos meses. Com relação à oferta de empregos, 39,6% dos entrevistados acham está melhor agora, ante 54,1% do ano passado. Já 44,5% acham que ficará igual, ante 32,2% da avaliação anterior, e 11,5% acreditam que poderá piorar frente 9,6%.  Aqueles que não sabem ou não responderam não se mantiveram no patamar de 4%.

A
expectativa de aumento renda mensal também caiu de 35,8% deste ano ante 49% do ano passado. Mas a maioria (51,9%) acredita que deverá se manter igual – que é maior que a avaliação anterior de 42,9%. Somam 8,5% os que disseram acreditar que a renda vai diminuir, antes era 5,1%.

A
s ofertas de saúde e educação também registraram baixa na perspectiva de melhora de 43,7% (em julho de 2012) para 26,2% (em junho deste ano) e 47,2% (em julho de 2012) para 33,1% (em junho deste ano), respectivamente.

A situação da segurança no país também apresentou queda no otimismo: 29,1% dos entrevistados acham que vai melhorar, frente 39,1% da pesquisa passada. Outros 41,1% acham que ficaria igual (o índice era de 41,2%) e 27,3% acham que vai piorar ante 17,1% da avaliação anterior.

"Há uma queda em relação no otimismo em relação ao emprego e à renda mensal. [Houve] também quedas nos índices de saúde e segurança estes itens pesam. É um alerta ao governo, apesar dos altos índices de popularidade da presidente", destacou Clésio Andrade.

Pesquisa anterior.

Na pesquisa anterior, o então cenário eleitoral mostrava que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria com 69,8% dos votos caso a eleição se realizasse no dia que os entrevistados foram questionados. Na sequência, estaria o senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 11,9% das intenções de voto e o governador do Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) com 3,2%. A margem de erro era de 2,2 pontos porcentuais para baixo ou para cima.

Em um segundo cenário, a CNT trocou Lula pela presidente Dilma Rousseff, que venceria as eleições com 59% das intenções de voto, seguida por Aécio com 14,8% e Eduardo Campos com 6,5% das intenções de voto.

Camila Campanerut - UOL, em Brasília

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