Candidatura do PMDB é dor de cabeça para petistas e tucanos

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Clipping - O Tempo | 04/03/2013 - Atualizada em: sexta-feira, 30 de setembro de 2016 8:04

Júlio Fernandes

Tucanos e petistas estão mobilizados internamente para tirar o PMDB da disputa pelo governo de Minas Gerais em 2014. Os dois partidos estão preocupados com a disposição dos peemedebistas em lançar o nome do senador Clésio Andrade (PMDB-MG) e, com isso, enfraquecer os nomes do PT e do PSDB.

Ambos não podem contar mais com a polarização que ocorreu em 2010, o que acabaria beneficiando uma das duas siglas novamente. E o PSDB ainda vive o dilema da escolha de seu candidato.

Naquele ano, o PSDB reelegeu o governador Antonio Anastasia, e o PT se uniu com o PMDB, tendo Hélio Costa na cabeça de chapa e Patrus Ananias como vice.

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Não acredito que PMDB e PT formarão novamente uma chapa. Até porque, ao que tudo indica, o ministro Fernando Pimentel irá mesmo concorrer", destacou Clésio Andrade. O senador ainda foi enfático ao dizer que "o PMDB terá candidato próprio".

No lado petista, no entanto, a união das duas legendas ainda no primeiro turno não está descartada. O presidente estadual do PT, deputado federal Reginaldo Lopes, confirma que o nome é mesmo o do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. "PT e PMDB têm que estar juntos", disse.

O PSDB também busca uma candidatura da base de Anastasia, mas terá que resolver de onde sairá o nome, tendo em vista a ampla base aliada ao governador.

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O nome do PSDB será o nome das forças aliadas", afirmou o deputado federal e presidente estadual do PSDB, Marcus Pestana. "Eu não acredito nessa hipótese de o PMDB sair sozinho. Ou irão compôr com a gente ou com o PT", avaliou. Mesmo com a avaliação, Pestana confirma que os tucanos têm "canais abertos" com os peemedebistas do Estado.

Batalha.
Tendo 2014 como objetivo ou não, fato é que tanto o PT quanto o PSDB adotaram estratégias de atração do PMDB para seus campos de influência.

No mês passado, lideranças do PMDB admitiam o diálogo cada vez mais próximo com a cúpula tucana do Estado, cogitando, inclusive, integrar a base de Anastasia. O governador negou, mas, nos bastidores da Assembleia de Minas, chegou-se a comentar que espaços nobres haviam sido oferecidos ao partido para que mudasse de posição.

Na esfera nacional, o PT estuda dar aos peemedebistas um ministério na próxima reforma que será feita pela presidente Dilma Rousseff. A pasta dos Transportes é a mais cobiçada. A dúvida, porém, é o nome que seria contemplado: o do presidente estadual, Antônio Andrade, ou o do deputado federal Leonardo Quintão. 


O Tempo - Larissa Arantes

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