Conflito entre aliados cria risco para Dilma nos Estados

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Clipping - Folha de São Paulo | 11/03/2013 - Atualizada em: domingo, 16 de outubro de 2016 7:15

​A um ano e meio da disputa, PT e PMDB preveem que estarão em campos opostos em 16 Estados. As duas siglas governistas devem lançar candidatos próprios a governador em nove desses Estados.

A rivalidade poderá criar dificuldades para a campanha de Dilma à reeleição, prejudicando a mobilização das máquinas dos dois partidos a seu favor nesses lugares.

Do ponto de vista do governo, a situação atual é mais preocupante do que a observada em 2010, quando Dilma foi eleita. Naquele ano, PT e PMDB estiveram em campos adversários em 13 Estados.

O PMDB é o principal aliado de Dilma. Além de ser a legenda do vice-presidente Michel Temer, é a sigla que comanda a Câmara e o Senado.

Numa convenção realizada no início do mês, o partido aprovou uma resolução contra a participação de seus integrantes nos palanques de candidatos adversários.

A tensão com o PT é grande no Rio de Janeiro. O senador Lindbergh Farias (PT) anunciou que concorrerá ao governo estadual, mas o PMDB quer o apoio do PT para lançar o atual vice-governador, Luiz Fernando Pezão.

Na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) quer disputar o governo estadual, mas o governador Jaques Wagner (PT) prefere alguém do PT para a sua sucessão.

Nas eleições de 2010, quando Geddel concorreu contra Wagner, um acordo que previa a participação de Dilma na campanha do peemedebista jamais foi cumprido.

Em Mato Grosso do Sul, onde o PMDB também planeja lançar candidato próprio, o partido considera até mesmo a possibilidade de apoiar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) para presidente, afastando-se da campanha de Dilma.

Líderes das duas siglas ainda acham possível chegar a um acordo em alguns Estados. "Só desisto na última hora. Faremos todas as tentativas para que haja convergência com a chapa nacional", disse o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO).

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O esforço do PMDB, do PT e dos outros partidos da base é para ter palanque único", afirmou o senador Wellington Dias (PT-PI). "Mas sempre tem caso em que a gente não consegue fazer isso."







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