PMDB recorre a Temer para garantir união

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Clipping - Hoje em Dia | 01/11/2012 - Atualizada em: domingo, 2 de outubro de 2016 18:32

Brasília – O vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, poderá intervir na instância mineira do partido para garantir a inscrição de uma chapa de consenso na eleição que vai escolher a nova Executiva estadual da sigla. Hoje, pelo menos três grupos disputam internamente o controle da legenda. Tradicionalmente, em função dessas alas,o partido vem disputando cargos majoritários no Estado dividido.

Um encontro entre Temer e parlamentares de Minas estava previsto para ocorrer ontem, mas foi transferido para a próxima semana por falta de espaço na agenda do vice-presidente. Ele usará a reunião para convencer as lideranças das alas do PMDB mineiro de que o partido não pode chegar rachado na disputa pelo Palácio Tiradentes daqui a dois anos.

“Nós vamos conversar, vamos nos entender, porque a divisão será prejudicial, em qualquer caso. O PMDB é um partido grande, cresceu muito em Minas Gerais na última eleição. E nós queremos manter essa trajetória ascendente”, afirmou o presidente do PMDB de Minas, deputado federal Antônio Andrade, que tenta a reeleição na presidência da executiva estadual.


TRAUMA

Para ser reconduzido ao cargo sem passar por um processo de escolha traumático, como já o último - marcado por uma série de ataques e denúncias -,  ele cederá vagas na Executiva a indicados do ex-governador e deputado federal Newton Cardoso e do prefeito eleito de Pará de Minas, Antônio Júlio.

“Nós queremos unir o PMDB e já estamos caminhando nessa direção. O nosso presidente, Michel Temer, será o fiador desse entendimento”, enfatizou Andrade.

Além do processo de eleição da nova Executiva, os peemedebistas tratarão com Michel Temer da candidatura do senador Clésio Andrade ao governo de Minas. O nome dele já foi colocado na condição de pré-candidato. Faltam agora as bênçãos da cúpula da sigla.

“O senador Clésio é um grande nome e qualquer movimentação nossa vai contar com a aprovação do presidente Michel”, completou Andrade.

O PMDB quer antecipar-se ao PT, que não está fechado em torno do nome do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Fiador da aliança entre PT e PSDB em 2008, que elegeu Marcio Lacerda (PSB), Pimentel é apontado como um dos responsáveis pela derrota de Patrus Ananias (PT) na briga pela Prefeitura de Belo Horizonte.


RECOMPENSA

Além disso, os peemedebistas esperam uma recompensa por terem abandonado a candidatura do deputado federal Leonardo Quintão à Prefeitura de Belo Horizonte. Há quatro anos, ele teve um desempenho melhor do que o recente postulante petista, Patrus Ananias, que nem sequer levou o pleito para segundo turno. Agora, Temer atuará junto à presidente Dilma Rousseff para que o PT se una à candidatura de Clésio Andrade.


Petistas não querem repetir feito de 2010

O PMDB terá dificuldade para convencer o PT a embarcar na candidatura de Clésio Andrade ao governo. O partido não quer repetir a estranha estratégia de 2010, quando ofereceu Patrus Ananias para vaga de vice do peemedebista Hélio Costa. A chapa acabou derrotada por Antônio Anastasia (PSDB).

Na época, o acerto previu a candidatura ao Senado do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que também perdeu. Desta vez, o partido cogita qualquer hipótese, menos a falta de um candidato próprio. 

Esse quadro não é considerado nem no caso de Pimentel não poder concorrer. Nessa situação, a indicação caberia a outro nome dos quadros petistas. 



Hoje em Dia - Telmo Fadul

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