Clésio defende direito de Minas indicar substituto de Pagot no Dnit

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Clésio na mídia | 13/07/2011 - Atualizada em: quinta-feira, 29 de setembro de 2016 18:50

Fonte: Valor

SÃO PAULO - O senador Clésio Andrade (PR-MG) divulgou nota nesta quarta-feira para reivindicar o direito da bancada de Minas Gerais no Congresso Nacional indicar um nome para a direção geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), caso Luiz Antonio Pagot deixe o cargo quando voltar das férias.

Segundo Clésio, o Estado deve participar da negociações, uma vez Minas Gerais possui a maior malha rodoviária federal e se encontra extremamente carente de investimentos do governo. A nota é uma resposta ao comando do PR, que ontem, após reunião, informou ao senador que ele não está autorizado a negociar nomeações com o governo.

Os líderes da Câmara estão irritados com o Clésio, que durante reunião na segunda-feira com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para tratar de questões de Minas Gerais, disse apoiar a ideia levantada pelo governo, na ocasião, de oficializar Paulo Passos no Ministério dos Transportes.

O PR da Câmara está preocupado com a movimentação do senador e teme que ele possa esvaziar o poder de negociação da bancada, hoje nas mãos do deputado Valdemar Costa Neto, acusado junto com a cúpula dos Transportes e do PR de participar de um esquema de corrupção que consistia no superfaturamento de obras da pasta e cobrança de propina. 

“Reivindicar não é negociar cargos. Continuarei reivindicando em função dos interesses de Minas e espero que o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), entenda está importância e nos acompanhe”, disse Clésio. Na nota, o senador destacou que houve avanços no governo Luiz Inácio Lula da Silva no sistema rodoviário brasileiro, mas reconheceu que foram insuficientes para a necessidade do país.

“Ressalto que no processo democrático, legitimamente o parlamentar pode apresentar nomes capacitados para ajudar o governo nas grandes transformações”, reiterou Clésio, acrescentando que apoia as medidas anunciadas por Passos, “de respeito e valorização de nomes a serem colocados nos órgãos vinculados ao ministério”.

Fernando Taquari

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