Clésio filia-se ao PMDB com festa em BH

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| 22/03/2012 - Atualizada em: segunda-feira, 17 de outubro de 2016 5:56

FredericoHaikal/Hoje em Dia/Folhapress - 20/03/2012
Clésio com Temer: filiação do senador mineiro, que deixou o PR, aumenta poder do PMDB na disputa com o PT por espaços.

Marcos de Moura e Souza, do Valor


O PMDB ampliou ontem sua bancada no Senado com a filiação ao partido do senador mineiro Clésio Andrade. O evento reuniu lideranças nacionais do PMDB em Belo Horizonte, entre eles o vice-presidente da República, Michel Temer. Temer indicou que o aumento no número de senadores dará aos pemedebistas mais força na disputa com o PT por espaços e indicações no governo.

Apesar das queixas recentes de parte da bancada do PMDB em relação ao que consideram ser a pouca atenção que a presidente Dilma Rousseff dispensa ao partido, a maioria dos líderes que participou da cerimônia na Assembleia Legislativa em Belo Horizonte tentou transmitir a ideia de que a relação com o governo vai muito bem.

"Essas reclamações são naturais, especialmente num ano eleitoral. Mas a verdade é que a relação do PMDB com o governo tem sido a melhor possível", disse Temer a jornalistas. "E seguramente o Clésio vindo para o PMDB vai ajudar nessa boa relação entre o partido e o governo."

Mas ao ser perguntado se ao ganhar mais um senador, o partido ganha também mais peso para disputar com o PT por cargos no governo, o vice-presidente respondeu: "É, faz um equilíbrio, se você fala em peso, falamos em balança. Daí dá um bom equilíbrio e a balança não desequilibra". O partido da presidente tem 13 senadores e o PMDB passa a ter agora 19.

O presidente nacional do partido, senador Valdir Raupp (RO), reforçou a tese de que o partido é "aliado de primeira ordem" de Dilma e que os ruídos no diálogo da bancada com o governo são passageiros. "Na política, de vez em quando tem esses pequenas turbulências, insatisfações, mas logo vão serenando e a tendência é que volte à normalidade."

Clésio Andrade pertencia ao PR, mas deixou o partido no fim do ano passado e estava sem legenda. O PR anunciou na última semana que não faz mais parte da base de Dilma. Ex-vice-governador de Minas Gerais, durante o governo Aécio Neves, Andrade preside a Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Ontem, disse que o PMDB é o ponto de equilíbrio do governo e prometeu lutar por mais investimentos federais em rodovias de Minas.

Os pemedebistas que se alternavam na tribuna para saudar Clésio Andrade bateram todos na tecla da união do partido e nos planos de ampliar sua base nas eleições municipais de outubro.

Segundo Raupp, o partido quer lançar candidatos a prefeito em mais de 3 mil municípios e no mínimo em 22 capitais. O partido tem hoje 1.154 prefeitos. Em várias cidades, o PMDB deverá disputar contra candidatos do aliado PT. É o caso de São Paulo, onde o partido tem Gabriel Chalita como pré-candidato e o PT, o ex-ministro Fernando Haddad. É o caso também de Belo Horizonte, onde o PT tende a apoiar o atual prefeito Marcio Lacerda (PSB) e o PMDB lançará Leonardo Quintão.

O evento para marcar sua filiação ao PMDB reuniu na Assembleia mineira além de Temer, o ministro Edison Lobão (Minas Energia), os senadores Renan Calheiros, Valdir Raupp, Romero Jucá e outros parlamentares do PMDB e de partidos da base do governo Dilma.​

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