Diesel menos poluente: Senador Clésio Andrade propõe maior rigidez

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| 12/01/2012 - Atualizada em: terça-feira, 18 de outubro de 2016 12:31

 

A Petrobras ainda não cumpre resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que entrou em vigor dia 1º de janeiro, e torna obrigatória a venda do S50, tipo de óleo diesel menos poluente, por parte dos postos que tem o diesel como principal combustível. Donos de postos reclamam de falta do novo óleo diesel. No Senado, um projeto do senador Clésio Andrade (MG) pretende fechar o cerco contra o enxofre, elemento químico presente no diesel que faz mal para a saúde e para o país.

 

 
Presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e senador, Clésio Andrade apresentou projeto que reduz a quantidade de enxofre de forma mais rápida e efetiva, “Apresentei ao Senado Federal do Projeto de Lei nº 560, instituindo a redução gradativa dos teores de enxofre no diesel, até atingir ao limite máximo de 10 mg/kg, em 2015. No próximo ano,será permitido até 100 mg/kg e, em 2014, até 50 mg/kg”, disse Clésio.
 
Existem dois tipos de diesel atualmente no país. Nos grandes centros urbanos é utilizado o de concentração de 500 partes por milhão (S500), já no interior do país, o índice chega a 1.800 partes por milhão (S1800).
 
O senador lembra que o óleo diesel é o combustível mais utilizado no país e ressalta, “o Enxofre, além de contribuir para a formação de chuva ácida, prejudica o desenvolvimento da agricultura, contamina solo e mananciais de água. Sem falar nos prejuízos à saúde, como irritação do sistema respiratório, sensação de falta de ar e enfisema pulmonar”, afirma Clésio Andrade.
 
Em países como Estados Unidos e Japão, os teores de enxofre encontrados no diesel são muito baixos, respectivamente 15 mg/kg e 10mg/kg.  Clésio Andrade lembra ainda que o Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões e, para isso, é imprescindível que se melhore a qualidade do óleo diesel vendido no país.
 

 

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